quarta-feira, 29 de abril de 2009



se acaso me quiseres, sou dessas mulheres que só dizem sim. por uma coisa à toa, uma noitada boa, um cinema, um botequim. e se tiveres renda aceito uma prenda, qualquer coisa assim. como uma pedra falsa, um sonho de valsa ou um corte de cetim. e eu te farei as vontades, direi meias verdades sempre à meia luz. e te farei, vaidoso, supor, que és o maior e que me possui. mas na manhã seguinte não conte até vinte, te afasta de mim. pois já não vales nada, és página virada, descartada do meu folhetim.

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